Ceará tem média de 18 armas apreendidas diariamente.
A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou nesta quinta-feira, 13, o balanço oficial sobre apreensão de armas de fogo no Ceará no mês de junho. Os dados da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp) apontam que o estado aumentou suas apreensões em 26,4%, se comparado ao mesmo mês do ano passado. No total, 623 armas foram apreendidas no período. Os números referentes a Fortaleza representam aproximadamente 20% dessa quantidade. No último mês, as forças de segurança retiraram de circulação 137 armas de fogo na capital, o que corresponde a um aumento de 9,6% se comparado com o mesmo momento de 2022.
A SSPDS também divulgou os resultados relativos ao primeiro semestre de 2023. Entre janeiro e junho, o Ceará contabilizou 3.343 armas apreendidas, o que gerou uma média mensal de 557 recolhimentos. O número corresponde a um aumento de 1,3% em relação ao primeiro semestre do ano anterior. “É como se fossem 18 armas apreendidas diariamente. Isso dá, a cada uma hora e 20 minutos, uma arma apreendida no Ceará”, afirma o superintendente da Supesp, Nabupolasar Alves Feitosa. De acordo com ele, os índices positivos reforçam que a estratégia que vem sendo utilizada pelas autoridades para combater o crime estão sendo efetivas. “Guiamos o nosso trabalho, de forma estratégica, pelos indicadores criminais. É a orientação da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social e o trabalho mostra que estamos no caminho certo”, pontua.
Se considerado o recorte de toda a Região Metropolitana de Fortaleza, o aumento na apreensão de armas de fogo foi de 15,5%, com um total de 119 equipamentos recolhidos. Uma porcentagem significativa de crescimento no índice também foi percebida nas cidades do interior. Somente no Interior Sul, foram 208 armas retiradas de circulação, um aumento de 41,5%. Já no norte, foram feitas 159 apreensões, o que representa um crescimento de 34,7% nesse tipo de ação.
O titular da SSPDS, Samuel Elânio, ressaltou o trabalho integrado que vem sendo desempenhado pelas polícias civil e militar, bem como pela própria Supesp, pela Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) e pelo Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará (CBMCE). “Esse trabalho acontece mês a mês e isso contribui também para a redução do indicador relacionado aos Crimes Violentos Letais e Intencionais (CVLIs)”, lembra.
Violência
A capital cearense apresentou uma diminuição de 28,4% nas mortes violentas neste primeiro semestre em comparação com o mesmo período do ano passado. Ao todo, foram 323 casos na cidade e, de acordo com a SSPDS, este foi o melhor semestre contabilizado em Fortaleza dentro da série histórica que vem desde 2009. O Ceará, de maneira geral, também se destacou nesse sentido, com uma redução de 7% nos seis primeiros meses do ano.
Além disso, em junho, Fortaleza teve 44 mortes violentas, o que significa uma queda de 36,2% em comparação com o mesmo mês de 2022. O Ceará, por sua vez, alcançou o menor número de casos semelhantes desde dezembro de 2019, com um total de 207 crimes como homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e lesões corporais seguidas de morte. Esta é uma redução de 3,3% em comparação com os dados estaduais de junho do ano passado. “Essas reduções, sem sombra de dúvida, são frutos das operações que ocorreram pelas Forças de Segurança do Estado […] Agregado a essas operações, contamos também com o trabalho das inteligências de todas as forças de segurança, que, conseguimos obter êxito e, com certeza, iremos conseguir avançar cada vez mais”, orgulha-se o secretário Samuel Elânio.
Fonte: O Estado.
